Como eu vou?, por Carlos Queiroz

Podemos pensar, então, numa poética do habitar a cidade contemporânea, não como fato verificável, mas como potencialidade combativa diante do fluxo de passividade, automatismo e repetição, ou seja, contra a mera reprodução da experiência do viver metropolitano mecanizado, que toma de assalto os lugares e converte nossa relação com eles em mero princípio mercadoria-consumo. A poética do habitar é, por assim dizer, aquela que existe porque abdicamos de sermos individualistas e decidimos nos entendermos com os outros, para lembrar do que diz Gonçalo Tavares. (Trecho do livro “Do sensível, poesia: outros modos de grafar o mundo, 2019, Carlos Queiroz)


Carlos Queiroz @carlosqzart

Pesquisador-Artista. Coordenador do Grupo de Pesquisa RASURAS - Geografias Marginais (linguagem, poética, movimento) @rasuraspesquisa e do GRAFIAS - Laboratório de Geografia Criativa.

0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo