Caos, por Angela Gomes.


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A imprevisibilidade, o chão instável, a oscilação e o real como práticas. Caos como potência, como transformação. Somos finitos, aprendemos a conviver com a ansiedade e tirar partido da adrenalina (aprendemos?).

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Esquecer os manuais de gestão e gerenciamento de projetos, as fórmulas prontas para crises. Wisnik* se aproxima da arte e lembra abordagens menos formais, “abordagens que não propõem a construção de paisagens, e sim, antes, a desconstrução de visões, em situações de suspensão do sentido, nas quais a baixa definição visual parece indicar a possibilidade de um estado de transmutação simbólica”.

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Reordenar experiências, estratificar o valor do que nos cerca. Escolher novos ângulos e visadas. Qual o lugar que ocupamos na vida coletiva? Como podemos contribuir? Como compartilhar os sonhos? Que caminhos construir para as cidades pós-pandemia? _____


Angela Gomes é Arquiteta e Urbanista. Mestre em Artes/UFES, sócia do DAUS, professora da UVV, mãe da Alice e da Amanda. Co-criadora do projeto @apartirdocentro.


*Guilherme Wisnik, Dentro do Nevoeiro: diálogos cruzados entre arte e arquitetura contemporânea. Tese, PPGA/ USP, 2012.

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