Caminhante, por Miro Soares.

Atualizado: 2 de Abr de 2020

A prática do caminhar permite a experiência de descobrir cidades estrangeiras e de redescobrir nossa própria cidade, espaço familiar. Ela permite enxergar a cidade como espetáculo cotidiano, aberto à observação ou à intervenção. A prática do caminhar, pela constância e pela repetição, permite também criar uma atmosfera de introspecção favorável ao pensamento.


A figura histórica do andarilho, do flâneur, as deambulações urbanas dos movimentos de vanguarda, como o dadaísmo e o surrealismo, ou dos situacionistas nos anos 50, são as referências maiores nesse contexto.


No campo da arte contemporânea, hoje, muitos artistas percorrem as ruas, criam intervenções, situações. Outros, simplesmente exploram a própria presença, o corpo em movimento. Uma simples caminhada pode se tornar uma maneira de ver e experimentar o mundo de maneira distinta e um motor de criação artística.


IMAGEM

CAMINHANTE

Vídeo HD

3 min.

Bergen, Noruega

2009


Miro Soares



Artista visual, filmmaker, pesquisador e viajante, Miro Soares trabalha na interseção dos campos da fotografia, do cinema, do vídeo. Na maioria de suas obras o deslocamento, a viagem e a caminhada assumem um papel essencial no processo criativo. É doutor em Artes e Ciências da Arte pela Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne, professor adjunto do

Departamento de Artes Visuais da Ufes.

0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo